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Maio Amarelo: Desafios e avanços da Mobilidade em Mogi das Cruzes

Data de publicação: 25/05/2026

O mês de maio é marcado pela campanha de conscientização sobre a segurança viária: o Maio Amarelo, promovido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, e tem como tema neste ano “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

O secretário de Mobilidade e Trânsito de Mogi das Cruzes, Felício Kamiyama, destaca que o Brasil ocupa a quarta posição mundial em índices de mortalidade no trânsito, atrás apenas da Índia, China e Estados Unidos. Ao longo do mês a Secretaria vem promovendo diversas ações da campanha em diferentes pontos da cidade.  

Kamiyama destaca que o conceito de trânsito seguro em Mogi das Cruzes é norteado por três eixos fundamentais:

Engenharia de Tráfego (foco na infraestrutura e geometria);

Educação para o Trânsito (mudança cultural e conscientização);

Esforço Comum (consistindo na fiscalização integrada).

“Nos estudos que são realizados sobre os motivos dos acidentes, nós analisamos três itens básicos. O primeiro diz respeito à geometria da via: saber se existe alguma adequação a ser realizada ou uma imperfeição na formatação daquele trecho que possa ter ocasionado ou contribuído para o sinistro. O segundo ponto é a eventual deficiência na sinalização vertical, horizontal ou de dispositivos sonorizados”, explica o secretário.

O secretário ressalta, contudo, que o terceiro ponto — o comportamento do cidadão (sejam motoristas ou pedestres) — continua sendo o mais desafiador.

Possíveis intervenções

Uma das formas de identificar a necessidade de investimentos em infraestrutura, sinalização ou outro tipo de correções geométricas, segundo o secretário, são as informações encaminhadas pelos cidadãos por meio do aplicativo Colab, onde podem ser reportadas falhas em semáforos, sinalizações e na própria geometria das vias.

A definição de possíveis intervenções também é feita por meio do trabalho conjunto com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Municipal e os especialistas do Departamento de Planejamento e Engenharia da Secretaria de Mobilidade.

Uma vez identificadas as desconformidades geométricas ou de fluxo, de acordo com Kamiyama, os projetos são desenvolvidos internamente e, frequentemente, executados em parceria com a secretaria de Serviços Urbanos e Obras para a alteração de estruturas físicas e reordenamento do tráfego.

Pontos Críticos

O secretário apontou como pontos mais críticos para acidentes na cidade:

  • Rua José Bonifácio x Rua Dr. Deodato Wertheimer (região do calçadão)
  • Entroncamento da Rua Santana com a Rua Voluntário Fernando Pinheiro Franco
  • Rua Santana x Rua Ipiranga (proximidades do Hospital Ipiranga e acesso à Henrique Eroles).
  • Avenida Henrique Eroles (Vila Cléo)

Desafios

O secretário alertou para o impacto no tráfego diante do processo de verticalização acelerada ocorrido a partir de 2024 na região com sentido ao distrito de Cezar de Souza. A previsão de inauguração de mais 10 mil unidades habitacionais de classe média deve acrescentar, no mínimo, 10 mil novos veículos à malha viária local. Atualmente, segundo Kamiyama, esse fluxo converge majoritariamente para eixos saturados, como a Avenida Francisco Rodrigues Filho.

As frentes de trabalho da Prefeitura para mitigar os problemas do tráfego na região incluem, o avanço das obras do Corredor Nordeste, e a duplicação da avenida Pedro Romero.